13 de outubro de 2018 - Dia Europeu da Doação de Órgãos e Transplantes

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Todos os anos, o Dia Europeu da Doação de Órgãos e Transplantes (EODD) fornece informações sobre a dádiva e o transplante de órgãos, tecidos e células. Por hora, na Europa, são acrescentados às listas de espera cerca de 6 novos pacientes, pelo que o número de europeus à espera de um órgão continua a aumentar. Este ano, mais uma vez, todos os europeus são convidados a refletir sobre o problema da escassez de órgãos, situação que deixa milhares de pacientes com a vida suspensa em lista de espera. 


O Conselho da Europa, em conjunto com um país anfitrião, organizam todos os anos, desde 1996, no segundo sábado de outubro, o Dia Europeu da Doação de Órgãos e Transplantes. Desta forma, o Conselho da Europa procura ajudar diferentes Estados-Membros na promoção do debate sobre o transplante, na divulgação de informação sobre a doação e o transplante de órgãos, sobre as medidas legais e os procedimentos para que cada pessoa possa tomar uma decisão consciente. Esta é uma forma de aumentar a consciencialização para a doação de órgãos e recordar a necessidade e a falta de órgãos para transplante, um problema que piora ano após ano. 

Este ano, o país anfitrião do 19º Dia Europeu da Doação de Órgãos e Transplantes foi a República da Moldávia. O evento teve lugar em Chisinau.

Para saber mais sobre este dia, veja este vídeo.

 

Dados em Portugal

Os dados relativos ao 1º semestre de 2018 foram apresentados no Relatório Completo da Doação e Transplantação de Órgãos – Atividade Nacional pela Coordenação Nacional da Transplantação.

 
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Principais conclusões:

  • 174 dadores falecidos até junho de 2018, mais 3 dadores do que em 2017 (2%), dos quais 159 em morte cerebral e 15 em paragem cardiocirculatória.

  • O número de dadores em paragem cardiocirculatória aumentou 67% relativamente a 2017.

  • 80% dos dadores com causa de morte médica. 

  • Idade média dos dadores aumentou cerca de 4 anos relativamente ao ano anterior (58 anos em 2018).

  • Aumento do número de órgãos colhidos relativamente a 2017 (3%).

  • Taxa de utilização dos órgãos de 74% (inclui órgãos colhidos e transplantados provenientes apenas de dador falecido): 507 órgãos colhidos e 375 órgãos transplantados – é o valor mais baixo desde 2011.

  • 410 órgãos transplantados, menos 33 do que em 2017 (inclui órgãos provenientes de dador falecido, vivo e sequencial).

  • Transplantação de órgãos a partir de dador vivo e sequencial: dador vivo de rim igual a 27 (valor mais baixo desde 2015), nenhum transplante de fígado a partir de dador vivo (em 2017 houve um) e dador sequencial igual a 8 (apenas mais um em comparação com 2017 e 2016).

  • Transplantação pancreática duplicou relativamente a 2017, sendo o maior número de sempre.

  • Transplantação pulmonar mantém-se em linha com o ano anterior.

  • Transplantação hepática diminui (115 transplantes), sendo o valor mais baixo desde 2015.

  • Transplantação renal diminui (242 transplantes) em relação a 2017 e 2016.

  • Transplantação cardíaca atinge os valores mais baixos desde 2011, com 18 transplantes.

 

A transplantação representa um dos maiores sucessos médicos do século XX e é, muitas vezes, o único tratamento eficaz para a falência de órgão, mas só é possível salvar vidas através de transplantes e, para tal, é necessário que haja um número suficiente de órgãos para transplante. Um único dador pode salvar 8 vidas através da dádiva de órgãos e pode salvar ou melhorar até 100 vidas através da doação de tecidos. Ainda assim, em 2017, cerca de 144 000 pacientes dos Estados-Membros do Conselho da Europa estavam em lista de espera.

 

Ajude você também a promover a cultura do transplante e comece por si. 

Pense se a doação faz sentido para si e partilhe essa ideia. 

Informe-se sobre a doação e a transplantação renal.

  


Pelo Rim