Leis que dão vida: doação entre pessoas sem relação consanguínea faz dez anos

 

A 8 de junho de 2007 foi promulgada a lei que mudou a vida de muitos doentes renais crónicos, que aguardavam por transplante, e que abriu a muitos uma possibilidade que, até então, estava interdita.

 

Dar um rim é um dos atos de altruísmo em sociedade mais elevados. É por isso que faz bem ao coração.

 

Até então, de acordo com a lei nº 12/93, de 22 de abril, eram admitidos para a dádiva de órgãos pessoas que tivessem uma “(…) relação de parentesco até ao terceiro grau” com o doente. A Lei nº 22/2007, de 29 de junho, veio mudar este cenário e permitir a doação em vida de órgãos entre pessoas sem relação consanguínea ficando a admissibilidade “(…) dependente de parecer favorável, emitido pela Entidade de Verificação da Admissibilidade da Colheita para Transplante (EVA)”.

Para a Agência Lusa, Aníbal Ferreira, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, afirmou que “este enquadramento legal permite é que aumentemos o ‘pool’ de dadores potenciais, passando dos dadores apenas de primeiro grau e com consanguinidade” e considera que “além de aumentar os dadores potenciais, esta possibilidade dá muito mais relevo às relações não apenas de sangue, pois satisfaz a vontade dos cônjuges e amigos contribuírem para a melhoria da saúde de alguém que lhes é querido”.

Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia “dar um rim é um dos atos de altruísmo em sociedade mais elevados. É por isso que faz bem ao coração.”

 

 

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