A síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA) é uma doença do sistema imunológico causada pela infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH).

Foi descrita pela primeira vez em 1981 e foi inicialmente conectada com comportamentos sexuais desviantes e abuso de drogas, mas a sua expansão foi de tal ordem que depressa se percebeu que não escolhia idade, género ou condição social.

O rim é um dos órgãos que pode ser afetado.

A doença é uma das mais desafiadoras da medicina do século XX. As suas manifestações são imensas e ao mesmo tempo únicas, podendo afetar qualquer órgão. O rim é um dos órgãos que pode ser afetado. As manifestações podem ser variadas, mas na manifestação mais frequente e mais grave – a nefropatia associada ao HIV -, da manifestação inicial à insuficiência renal terminal, o tempo pode ser muito curto.

Também em provavelmente nenhuma área da medicina os progressos foram tão rápidos e importantes como na SIDA. De uma doença fatal passou a uma doença crónica, com que o doente pode viver muitos anos com boa qualidade e de uma doença que exigia tratamentos com numerosos medicamentos com múltiplos efeitos secundários, passou-se a dispor de fármacos cada vez mais potentes e com melhor perfil de efeitos secundários. No entanto, a doença renal causada pelo efeito dos fármacos continua a ser um desafio para os infeciologistas.

Provavelmente nenhuma área da medicina os progressos foram tão rápidos e importantes como na SIDA.

Assim, o doente portador de HIV deve ser acompanhado por um infeciologista que faça regularmente o seguimento clínico e com análises regulares a fim de detetar mais precocemente possíveis manifestações renais da sua doença ou complicações dos antirretrovirais que exijam a sua alteração. O envolvimento renal pode ainda acontecer associado a uma infeção oportunista pelo facto de a doença não estar controlada. A doença renal pelo HIV não se trata, mas previne-se, pelo que este acompanhamento clínico é de extrema importância.

A doença renal causada pelo efeito dos fármacos continua a ser um desafio para os infeciologistas.

No caso de falência renal, os doentes HIV são candidatos a diálise (como qualquer outro doente) e, em casos selecionados, podem já ser candidatos a transplantação renal.

 

 

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Imagens:
World AIDS Day de jacinta lluch valero sob licença CC BY-SA 2.0

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Ana Farinha
Médica Nefrologista. O apoio e suporte ao doente e à família, para além da atividade clínica, é tão ou mais importante para alcançarmos o nosso objetivo: ajudar a pessoa que vive com doença renal crónica a ter uma vida melhor. Conheça mais...