A notícia avançada pela agência Lusa revela uma nova recaída nos resultados, seguindo a tendência de 2013. No ano passado, 2.473 doentes iniciaram o tratamento de substituição da função renal, perfazendo quase 235 novos doentes em diálise por milhão de habitantes, revela o Gabinete de Registo da Sociedade Portuguesa de Nefrologia.

Perante os resultados, o presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, Fernando Macário, não esconde a preocupação. “Portugal tem uma taxa de novos doentes a fazer diálise que é a mais alta de toda a Europa e uma das mais altas do mundo”, afirmou em declarações à agência Lusa.

A forte ligação entre a diabetes, a hipertensão e a doença renal é um dos motivos apontados pelos especialistas para o aumento do número de doentes.

Fernando Macário aponta também um lado positivo afirmando que entre 2013 e 2014 foi registado um aumento de doentes transplantados sem que tivessem primeiramente efetuado diálise, tendo passado de 9, em 2013, para 24, em 2014.

“O transplante renal é dependente da disponibilidade de órgãos, a maior parte de cadáver. Implica uma espera. Em média, a espera é de cinco anos. Uma maneira de contornar esta espera é o doente ter alguém que lhe doe um rim em vida e, assim, pode ser transplantado sem ter de passar pela diálise”, explicou o presidente da SPT.

O dirigente ressalta também a “total disponibilidade de diálise para os doentes” no país, sem restrições ao tratamento, “o que é um fator positivo”.

As estatísticas apontam para a existência de cerca de 800 mil doentes renais em Portugal e cerca de 18 mil em tratamento (dois terços em diálise e um terço já transplantados).

 

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Renal Dialysis de Duncan C sob licença CC BY-NC 2.0