Metabolismo do sódio na doença renal crónica

A maior parte do sódio do organismo encontra-se no sangue e no líquido que rodeia as células, sendo que o sódio é ingerido através dos alimentos e das bebidas.

O sódio é rapidamente absorvido do intestino e transportado para os rins, onde é filtrado e retorna ao sangue em quantidades necessárias para manter os níveis do sangue apropriados. A quantidade de sangue absorvido é proporcional à ingestão.

Cerca de 90% a 95% da perda normal de sódio é feita pela via urinária, o resto é perdido na transpiração e fezes.

Quando os rins funcionam corretamente, podem modificar a quantidade de sódio que se excreta na urina para que a quantidade total de sódio no corpo varie pouco de um dia para o outro.

Uma alteração do equilíbrio entre o consumo de sódio e a sua eliminação afeta a quantidade total de sódio presente no organismo. As alterações da quantidade total de sódio estão estreitamente ligadas às do volume de água no sangue. Uma perda global do sódio do corpo não provoca necessariamente uma diminuição da concentração de sódio no sangue, mas pode causar a diminuição do volume de sangue. Quando este diminui, a pressão arterial cai, eleva-se a frequência cardíaca e produzem-se leves enjoos e até choque em algumas ocasiões. Pelo contrário, o volume sanguíneo pode aumentar quando há um excesso de sódio no corpo. O líquido extra acumula-se no espaço que rodeia as células, dando como resultado edemas. Um sinal de edema é o inchaço dos pés, tornozelos e parte inferior das pernas.

A capacidade de excreção de sódio não é alterada até que a função renal atinga o último estadio (GFR < 15ml/min). Abaixo desse valor, os rins tornam-se incapazes de manter o balanço de sódio.

 

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Chemical flask de Dean Ayres sob licença CC BY-NC-SA 2.0