A importância do potássio na doença renal crónica

Na doença renal crónica, os rins reduzem a capacidade de excreção do potássio.

Na tentativa de manter o equilíbrio interno do organismo, o corpo dispõe de mecanismos para tentar prevenir a acumulação deste mineral no sangue. O primeiro mecanismo a ser colocado em prática é o aumento da excreção através dos rins, utilizando a função renal residual, ou seja, os rins tornam-se mais eficientes na excreção de potássio, relativo à função ainda restante. O outro mecanismo é o aumento de potássio através das fezes.

Cerca de 80% a 95% do potássio ingerido é excretado na urina e 5% a 20% é eliminado nas fezes.

Os valores séricos de potássio devem variar entre 3,5 mEq/L a 5,5 mEq/L.

Enquanto houver um volume urinário de 1000 ml/dia, não há necessidade de haver restrição do potássio.

Alguns medicamentos anti-hipertensivos, podem elevar precocemente os níveis séricos de potássio, tornando-se necessário alguma restrição alimentar.

Cada grama de proteína geralmente contém 1 mEq de potássio.

Pode ser difícil a restrição de potássio sem uma restrição de proteína. A fase da doença renal crónica com dieta hipoproteica (dieta pobre em proteínas), normalmente é acompanhada da restrição de potássio, na medida em que a carne e o peixe são alimentos ricos em potássio. O que leva a que, durante esta fase, não exista necessidade de restrição de outros alimentos ricos em potássio.

O aumento de potássio no sangue de um doente que está a fazer uma dieta pobre em proteínas, com consequente restrição deste mineral, pode ser uma indicação para o início da diálise, na medida em que não se está a conseguir manter o equilíbrio por esta via.

 

Imagem:
peas_02 de Dayna McIsaac sob licença CC BY-NC-ND 2.0

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